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terça-feira, 30 de agosto de 2016

Dilma: pela segunda vez eu e a democracia estamos no banco dos réus

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (29), no Senado Federal, que este é o segundo julgamento a que é submetida em que a democracia está ao seu lado, no banco dos réus.
Dilma se referiu ao período da ditadura militar, quando foi presa e torturada, durante depoimento em sessão do seu julgamento por suposto crime de responsabilidade fiscal.
“Na primeira vez, fui condenada por um tribunal de exceção. Daquela época, além das marcas dolorosas da tortura, ficou o registro, em uma foto, da minha presença diante de meus algozes, num momento em que eu os olhava de cabeça erguida enquanto eles escondiam os rostos, com medo de serem reconhecidos e julgados pela história”, destacou.
Agora, quatro décadas depois, sem prisões ilegais e tortura, o sentimento de injustiça é o mesmo, garante a presidenta.
“Mais uma vez, a democracia pode ser condenada junto comigo. E não tenho dúvida que, também desta vez, todos nós seremos julgados pela história”, alertou.
A presidenta reforçou os pontos apresentados anteriormente por sua defesa. Reafirmou que não cometeu crime de responsabilidade fiscal e que, portanto, este processo de impeachment não é legítimo. Dilma garantiu que os atos por ela praticados estavam inteiramente voltados aos interesses da população.
“Eu não atentei, em nada, em absolutamente nada contra qualquer dos dispositivos da Constituição que, como Presidenta da República, jurei cumprir. Não pratiquei ato ilícito. Está provado que não agi dolosamente em nada.”
Sendo assim, conclui a presidenta, jamais haveria justiça em sua condenação.
Dilma: pela segunda vez eu e a democracia estamos no banco dos réus

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