
24 horas depois de anunciada por Michel Temer a intervenção militar do Rio, o futuro da pirotecnia política é incerto. O STF ou o Congresso poderão fulminar o decreto de intervenção federal na segurança do Estado do Rio de Janeiro.
De acordo com a Folha, “há forte divisão sobre o decreto de intervenção federal
nos bastidores do Supremo. Um grupo vê a iniciativa como necessária e outro a
enxerga como eminentemente política.”
O primeiro questionamento à intervenção
politiqueira já bateu à porta do STF, mas a ministra Rosa Weber desconheceu a
ação porque o impetrante não tinha legitimidade para tal.
À medida que as horas passam e os ânimos
vão se serenando, além da incerteza na Corte Máxima, surge outra preocupação no
Palácio do Planalto: Michel Temer teria os votos necessários no Congresso
Nacional para aprovar a inédita intervenção militar?
Na Câmara, a medida necessitará de 257
votos — ou maioria simples dos 513 deputados — para ser aprovada. No Senado
esse número mágico é 41, também maioria simples dos 81 senadores.